“Doenças como o coronavírus podem estar aí para ficar”, alerta professor universitário em live
Em uma live nas redes sociais no último sábado (28), o professor universitário e consultor de estratégia da TGT Resultados, Sergio Almeida, fez análise dos aspectos relacionados a saúde e economia diante da pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Para Sergio, os enfrentamentos nas redes sociais entre os que defendem a quarentena e aqueles que desejam o retorno imediato das atividades, sobretudo econômicas, ocorreram por conta da existiu uma antecipação da narrativa aos fatos, e isto provocou uma ampla discussão nas mídias sociais, onde “o principal desafio que líderes políticos estão tendo neste momento é o de equalizar o discurso e encontrar um ponto de equilíbrio entre todos os setores da sociedade”.
“Estamos diante de um problema bem complexo. E quando temos um problema muito amplo e não temos soluções simples, o ser humano tende a não aceitar bem. Na questão do novocoronavírus em torno da quarentena, o professor apontou a quarentena como medida necessária neste momento, até pela necessidade de alongamento da curva de contaminação.
Dentro da análise, Sergio Almeida identificou 03 momentos: em um primeiro momento, haverá a predominância do discurso e narrativa da saúde pública que será caracterizado pelo período de pico da doença. Logo após, quando passar o momento de pico, haverá a entrada ainda “suave” da narrativa econômica, com alguma flexibilização, com as narrativas buscando consensos. E o terceiro momento, será quando mesmo dentro de um período de risco, haverá a o predomínio da narrativa e discurso econômico.
“Doenças como o coronavírus podem estar aí para ficar. É verdade que não podemos chamar isso de “gripezinha”, também é verdade que sars, ebola, suína... a cada período menor de tempo teremos uma crise viral ou pandemia por aí. O ser humano e nossos governos precisam aprender a trabalhar com isso”, disse Sergio.
Ao analisar as alternativas possíveis, professor Sergio Almeida apontou que um plano adequado, que não alimente a corrupção, e contemple um sistema de saúde que nos dê respostas mais eficazes somado a um sistema organizacional econômico que não destrua os países economicamente por conta dessas crises, uma vez que para o professor, elas tendem a ocorrer com mais frequência.
Sergio Almeida também alertou para o fato de que “governar por crise é muito vantajoso para quem quer manter poder, mas precisamos avançar a este modelo. Políticos precisam ter liderança para articularem esforços sociais, empresariais, que redirecionem o setor produtivo e de trabalho para termos um modelo que atenda aos novos desafios”, destacou o professor e consultor Sergio Almeida.
Colaboração: Fred Pontes




