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Felina fatal! Mulher-Gato (2004) tornou-se um queridinho do público alternativo
O filme Mulher-Gato (Warner Bros./Village Roadshow Pictures) acompanha a trajetória de Patience Philips, uma tímida e introvertida artista gráfica que trabalha para a Hedare Beauty, uma influente corporação do ramo de cosméticos em Gotham City. A vida de Patience muda drasticamente quando ela descobre por acaso que o mais novo e aguardado produto antienvelhecimento da empresa, o creme Beautline, possui efeitos colaterais devastadores e perigosos. Para evitar que a verdade venha à tona, os executivos da empresa ordenam sua eliminação, e Patience é brutalmente atacada e jogada nas águas da cidade, perdendo a vida no processo.
Sua história, contudo, toma um rumo místico quando Midnight, um sagaz gato da raça Mau Egípcio a quem ela havia ajudado anteriormente, realiza um ritual ancestral para ressuscitá-la. Ao retornar da morte, Patience já não é mais a mesma mulher submissa: ela renasce imbuída com a agilidade, os sentidos aguçados, os reflexos e a natureza selvagem e independente dos felinos. Assumindo a identidade da vigilante Mulher-Gato, ela passa a transitar pelas noites da cidade em busca de justiça e vingança contra aqueles que tentaram destruí-la.
Determinada a expor os crimes da Hedare Beauty e impedir o lançamento global do cosmético tóxico, Patience precisa enfrentar a maquiavélica Laurel Hedare, a verdadeira força por trás da conspiração. Em meio a confrontos ágeis e acrobáticos, sua jornada se complica ainda mais devido ao seu envolvimento com Tom Lone, um charmoso detetive de polícia encarregado de investigar os atos da misteriosa vigilante. Dividida entre seu afeto pelo detetive e seus novos instintos incontroláveis, a Mulher-Gato precisa usar todo o seu poder recém-descoberto para derrotar seus inimigos e reivindicar sua liberdade definitiva.

Apesar da rejeição esmagadora da crítica e dos fãs puristas dos quadrinhos na época do lançamento, Mulher-Gato (2004) passou por uma marcante reavaliação cultural e conquistou o status de clássico cult entre o público geral, sendo lançado HQs, bonecas e jogos de videogame na época. Longe das cobranças por fidelidade às HQs do Batman — das quais a produção se distanciou quase que inteiramente — o filme encontrou seu apelo justamente no exagero, na estética extravagante dos anos 2000, nas sequências de ação altamente estilizadas e no charme performático descompromissado de Halle Berry e Sharon Stone. Para quem busca um entretenimento leve sem as amarras das cronologias complexas de super-heróis, a obra se tornou uma divertida experiência camp, celebrada pelo público por sua ousadia ingênua e por abraçar o puro absurdo pop sem se levar a sério.
Edição: Isaac Costa.
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